
Ela pensava no mundo, falava o que ninguém entendia.
Essa era a liberdade da gata.
A vida.
Jogava fora por meio de palavras as suas impulsividades, fazia besteiras que nem ela mesmo compreendia.
Conversava com os pássaros.
Assobiava.
Contava poesias ao vento, soprava as nuvens com os olhos azuis.
Era criança, assim pulava feito menina levada.
Ficava o dia inteiro deitada no sofá, debaixo da jabuticabeira, ou perto da sua doce canção das horas.
Desistiu de tentar subir na janela.
Chegou ao topo das árvores.
Lembrava, quando à via correndo pelos jardins.
Sabia falar com a bondade, cheirar cada sã consciência,
O nascer do sol era bem cedo, mas o assistia todos os dias em cima do telhado.
Era díficil encarar aquele duplamente olhar, sempre abaixava a cabeça quando tinha a oportunidade de ficar frente a frente.
No entanto, fácil de agradar;
Só fazer um carinho e se ajeitava...
Senti saudades, mas você foi embora...
Lá para cima, onde só você pode alcançar, bem no canto do céu.
Bárbara.

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