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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Esse texto não é meu!

Há muitos anos atrás, em pleno algum lugar, havia um passado que tinha acabado e um novo futuro começado a construir. E nesse intervalo entre dois mundos tudo era possível, até a alegria e a solidariedade no rosto e nos atos da maioria das pessoas. Uma gigantesca festa rápida, muito rápida, própria dos tempos vazios. Ora acontece que nesse tempo, qualquer atentado, por mínimo que fosse, ao bem-estar e funcionamento da comunidade, poderia contar com uma reação coletiva ruidosa e feroz. E até mesmo aquelas almas que permaneceram anônimas durante décadas, de repente voltaram à vida, muitas vezes mais enérgicas e mais actuantes que o comum dos revolucionários.
O cidadão comum deixa de ter acesso à justiça, à educação e a uma série de serviços que o estado deveria garantir em troca dos impostos, porque não tem dinheiro. Os salários são reduzidos mesmo que isso seja inconstitucional. A corrupção instala-se em todas as áreas vitais para a democracia. E, todo este estado de coisas vai em que direcção? Na direcção do vazio, da eliminação pura e simples de uma grande parte da Humanidade. Na direcção do alargamento do fosso entre ricos e pobres. Na direcção da exploração do trabalho em benefício da ganância e do enriquecimento especulativo, sem escrúpulos.
Se será melhor ou pior, é difícil de dizer. O que sabemos é que a Democracia e a Liberdade são lutas diárias, longas conversas sempre longe de terminar. À espreita estão sempre os mesmos, que nos vão roubando, pilhando, gozando, eliminado em fosco brando.

Bárbara & adaptação.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Beija-Flor...

"Meu amor foi meu amor
Distinto e tão consagrado
Naquele tempo passado
eu já senti seu calor

hoje eu sou um sofredor
e seja pra onde for
o pensamento pensando

Ah, se eu fosse um beija-flor...
...de dia tava voando
De noite tava beijando...
...os lábios do meu amor

Te amei com sacrifício
o amor não foi barato
mandei botar teu retrato
na porta do edifício

Pelo momento propicípio
enfrentando sacrifício
para sentir seu calor...

Ah, se eu fosse um beija-flor...
...de dia tava voando
De noite tava beijando...
...os lábios do meu amor

É eu no Rio de Janeiro
e você lá no sertão
o meu amor verdadeiro
eu guardo no coração

Peço tema gavião
poeta da profissão
que também é sonhador

Ah, se eu fosse um beija-flor...
...de dia tava voando
De noite tava beijando...
...os lábios do meu amor

Te amei com sacrifício
sem dar passada perdida
deparei um edifício
bem em frente, minha querida.

Eu não quero despedida
nem palavra aborrecida
Sou seu adorador...

Ah, se eu fosse um beija-flor...
...de dia tava voando
De noite tava beijando...
...os lábios do meu amor"

O homem que virou suco.