Há muitos anos atrás, em pleno algum lugar, havia um passado que tinha acabado e um novo futuro começado a construir. E nesse intervalo entre dois mundos tudo era possível, até a alegria e a solidariedade no rosto e nos atos da maioria das pessoas. Uma gigantesca festa rápida, muito rápida, própria dos tempos vazios. Ora acontece que nesse tempo, qualquer atentado, por mínimo que fosse, ao bem-estar e funcionamento da comunidade, poderia contar com uma reação coletiva ruidosa e feroz. E até mesmo aquelas almas que permaneceram anônimas durante décadas, de repente voltaram à vida, muitas vezes mais enérgicas e mais actuantes que o comum dos revolucionários.O cidadão comum deixa de ter acesso à justiça, à educação e a uma série de serviços que o estado deveria garantir em troca dos impostos, porque não tem dinheiro. Os salários são reduzidos mesmo que isso seja inconstitucional. A corrupção instala-se em todas as áreas vitais para a democracia. E, todo este estado de coisas vai em que direcção? Na direcção do vazio, da eliminação pura e simples de uma grande parte da Humanidade. Na direcção do alargamento do fosso entre ricos e pobres. Na direcção da exploração do trabalho em benefício da ganância e do enriquecimento especulativo, sem escrúpulos.
Se será melhor ou pior, é difícil de dizer. O que sabemos é que a Democracia e a Liberdade são lutas diárias, longas conversas sempre longe de terminar. À espreita estão sempre os mesmos, que nos vão roubando, pilhando, gozando, eliminado em fosco brando.
Bárbara & adaptação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário