Depois de um dia , ao fim da noite, após assistir um filme repetido na televisão e por fim cochilar no sofá resolvi tomar meu precioso banho.Com os ombros caídos, o sono no seu melhor momento,os pés se arrastavam pelos chinelos para o banheiro.
Só não previa quando entrei no cômodo o zumbido infernal. Ainda não tinha avistado a coisa, no entanto, sabia que partilhávamos o mesmo lugar.
Os olhos lentos e cansados tentavam acompanhar o vulto que se movimentava. Pensei: Que merda! Logo agora. Na minha cabeça não poderia me presenciar pelada.
Foi então, que começou um duelo.
Eu com minhas pantufas cor-de-rosa na mão com a fúria de querer uma água quente no corpo contra o zum zum com asas.
Após 15 min nada se desenvolveu até que, o inimigo se encurralou no canto do banheiro,acertei em cheio... Inseto nojento de onde teria saído essa hora de noite? É o que pensei às 23 horas!
Esfreguei para ter certeza da morte, afirmei com mim mesma agora não tem mais jeito, matei, vitória, e fui devagar retirei a pantufa de onde estaria a vítima.
Mas, não é que sobreviveu saiu voando batendo como uma bola de pinball nas paredes. Parou no boxe e ficou me encarando.
Acordei com aquela dor de cabeça pós bebedeira, estava sentada abraçada com a privada. Aquele bicho peçonhento havia desaparecido e o seu barulho também.
E nada melhor que um banho após um combate.
Bárbara.


