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sábado, 31 de julho de 2010

Stone Rock


Uma garota encontrou uma pedra e fez o seu mundo. Digno de passagem, era único aquele pedaço de rocha por ser autoritário, individualista, auto suficiente, e sem elogios para o sua melhor amiga. Era bastante. Um objeto frio. Porém, algo fácil de lidar, qualquer um poderia ter achado essa invisível parte do universo. Só a escolhida havia encontrado. Não queria dividir. Nem dividir. Muito menos dividir. Apenas admirar o que era o seu bem maior. Ali mandava. Criticava. Inventava.Brigava e discutia mesmo que em um monólogo. Conseguia suas próprias conclusões. Já fazia parte do seu pensamento monopolizado.
Certo dia, pediram para olhar. Se recusou. Por que outros deveriam desfrutar do que a pertencia de direito? Ela mandava. Ela era a lei. Ela última e primeira palavra era a se si. Sim, a mesma. A matéria mineral dura e sólida estaria ali. Após toda a sua vida. Sem livre e espontânea vontade.
Até que a opressão fez a pedra quebrar. Duas metades. Semelhantes ao ver nu. Indiferentes profundamente.
Uma canção singular. O idealismo terminou cedo. O socialismo se dissolvera. A união das duas não durou. Um lado desprendido o outro duro. Ambos partiram sem falar nada. Imóvel. Inôrganico. Inanimado. Uma menina que decidida a levar isso para sempre, se afastou de todo o resto. Nunca teve uma história verdadeira para contar.
O medo de ser rejeitada. Calou a separação. O final feliz quando jogou a pedra no mar e a viu afundar.
A libertação da alma começou com suas próprias limitações e enxergar que vivia em uma ilha deserta que se dividiu...

Bárbara.

quinta-feira, 22 de julho de 2010


Um certo homem, de certa idade, com certas experiências, escreveu uma carta pra dizer eu te amo para alguém, mas acabou rasgando a foto dessa certa pessoa.
Falou sobre ela até cansar para todos que tinha amizade, chorou no chuveiro, beijou outras bocas que não era a de quem queria, desejou ver aqueles olhos únicos em tantos alheios sem brilho, escutava o mesmo cd com a música feita por aquele verão e se sentia perdido o dia inteiro sem tê-la. Acordava com a sensação de estar ao lado da amada, seu cheiro ainda estava no travesseiro, seu perfume ainda continuava no quarto, seu rosto permanecia nos seus pensamentos, mas o indivíduo sofredor queria que tudo aquilo acabasse.
Deu um basta, fugiu do seu amor não correspondido, conversou com o mundo, conheceu outros lugares, assim outra sociedade, uma chance para ser feliz.
Descobriu o novo destino, que não havia um fim para a vida, apenas para o relacionamento.
Virou a página da mudança, deixou para trás as lembranças repetidas.
Sonhou.
Acordou.
Tomou café.
Aprendeu a gostar de si mesmo.

Bárbara.